Bloqueio deverá ocorrer enquanto não forem concluídos os acordos de indenização com as famílias das vítimas do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão
Bloqueio deverá ocorrer enquanto não forem concluídos os acordos de indenização com as famílias das vítimas do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão

Brasília (DF) – O deputado federal Roberto Alves (PRB-SP) anunciou que irá apresentar um requerimento à CPI de Brumadinho da Câmara solicitando o bloqueio dos lucros da multinacional Vale, enquanto não forem concluídos os acordos de indenização com as famílias das vítimas do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, ocorrido em janeiro deste ano.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (9), durante uma audiência pública da CPI, no Plenário 10 da Câmara, que reuniu parlamentares mineiros e representantes de órgãos federais e do estado de Minas Gerais que estão na linha de frente das investigações do desastre e no atendimento às famílias das vítimas.

Um dos palestrantes foi o procurador geral do Trabalho, Márcio Amazonas Cabral, que denunciou a postura desrespeitosa da Vale, que não repassou os valores de indenização às famílias, conforme anunciou na mídia. Além disso, disse ele, que a empresa vem fazendo acordos individuais com cada família, oferecendo valores muito abaixo aos que foram exigidos pelo Ministério Público do Trabalho.

“A Vale se projeta para a imprensa e para sociedade de uma forma de resolutiva, dizendo que vai antecipar os pagamentos às vítimas. Mas, na mesa de negociação, não estamos vendo essa postura se repetir. Por isso, nós pedimos que a Vale tenha a mesma sensibilidade que ela tem ao dialogar com a imprensa quando estiver na mesa negociando com as famílias”, afirmou o procurador.

Após as revelações feitas pelo procurador Márcio Amazonas, o deputado Roberto Alves destacou que a melhor solução é bloquear os recursos da multinacional, para que ela retome as conversas com as vítimas de Brumadinho. “Se a gente conseguir mexer no bolso da Vale, iremos mudar essa situação. Aí sim, ela vai querer conversar. E esta conversa não pode ser do jeito dela. Nós apoiamos a geração de empregos e desenvolvimento, mas jamais apoiaremos a negligência e o desrespeito à população”, ressaltou.

Texto e fotos: Carlos Eduardo Matos / Ascom – deputado federal Roberto Alves

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