Com o tema: “Ei, abaixa sua mão! – À não violência contra a mulher”, o PRB Mulher quer incentivar as vítimas a denunciarem seus agressores
Com o tema: “Ei, abaixa sua mão! – À não violência contra a mulher”, o PRB Mulher quer incentivar as vítimas a denunciarem seus agressores

Brasília (DF) – Diante dos números alarmantes de mulheres assassinadas ou que sofrem com a violência doméstica, o PRB Mulher lançou, recentemente, a campanha: “Ei, abaixa sua mão! – À não violência contra a mulher” com o objetivo de incentivar as vítimas a denunciarem seus agressores.

A coordenadora nacional do PRB Mulher, deputada federal Rosangela Gomes (RJ), chama a atenção para as estatísticas da violência e a importância de as mulheres buscarem apoio.

“Não podemos mais aceitar nenhum tipo de violência contra a mulher, seja verbal, física, psicológica ou qualquer outro tipo. Estima-se que mais da metade das mulheres agredidas sofram caladas e não pedem ajuda. A vergonha, a dependência emocional ou financeira do agressor são alguns dos principais motivos para esse silêncio. Vamos mostrar a essas moças como elas podem ser libertas dessa prisão, com informações de aonde e como procurar ajuda. Essa é só a primeira missão do PRB Mulher”, afirmou Rosangela.

De acordo com dados do balanço do Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, de janeiro a junho de 2018 a central recebeu 72.839 denúncias, e de janeiro a dezembro de 2017 o serviço recebeu 156.839 denúncias.  Os dados mostram aumento de 37,3% no número de homicídios denunciados e de 16,9% nos relatos de violência sexual.

Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia são os que mais tiveram ocorrências. Por região, a Norte registrou o maior crescimento de denúncias em comparação com o primeiro semestre de 2017. No Amazonas o aumento foi de 34,8%, em Roraima 34,6% e no Amapá 6,1%.

Quanto aos assassinatos brutais de mulheres, o Distrito Federal já registrou 19 casos este ano. Um aumento de 45% se comparado aos crimes acumulados de janeiro a julho do ano de 2017. Em Minas Gerais, segundo dados divulgados pela Polícia Civil do estado, a média é de uma morte de mulher enquadrada como feminicídio a cada três dias. Os 106 assassinatos registrados entre janeiro e setembro deste ano são 5% superiores aos 101 casos do mesmo período do ano passado.

Dados do Instituto de Segurança Pública mostram que, de janeiro a junho de 2018, o Rio de Janeiro registrou 37 casos de feminicídio, também aumentou em comparação ao ano de 2017.

“Desejamos que essas mulheres percam o medo e denunciem. Sabemos que não é fácil, mas é necessário. É preciso também mudar o comportamento machista da sociedade. Às vezes, na própria delegacia elas são maltratadas e julgadas e acabam desistindo de denunciar e voltam para casa e todas nós já sabemos o triste fim dessa história”, concluiu Rosangela.

Você sabia?

A cada dois segundos uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil. Logo, 12 mil mulheres são agredidas diariamente no Brasil; uma mulher é vítima de estupro a cada nove minutos; e três mulheres são vítimas de feminicídio a cada um dia.

Desde 9 de março de 2015, a legislação prevê penalidades mais graves para homicídios que se encaixam na definição de feminicídio – ou seja, que envolvam “violência doméstica e familiar e ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”. Os casos mais comuns desses assassinatos ocorrem por motivos como a separação conjugal.

Texto e arte: Ascom PRB Mulher Nacional
Edição: Agência PRB Nacional

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