Solenidade foi realizada a pedido da deputada federal Maria Rosas (PRB-SP)
Solenidade foi realizada a pedido da deputada federal Maria Rosas (PRB-SP)

Brasília (DF) – A pedido da deputada federal Maria Rosas (PRB-SP), o plenário da Câmara recebeu na terça-feira (2) crianças e jovens diagnosticados com espectro autista, além de pais e professores. “Estamos falando de uma população de 2 milhões de brasileiros. Só no Estado de São Paulo há 300 mil autistas. Não podemos deixar de pensar em formas de educar e de empregar essas pessoas”, defendeu a parlamentar.

Maria Rosas, que é coordenadora do Grupo FAMA (Família dos Autistas), falou sobre os problemas enfrentadas pelos pacientes e suas famílias. “As pessoas com autismo têm dificuldades em obter diagnóstico precoce, pois faltam informações sobre o transtorno e o tratamento. Ainda não dispomos de ferramentas básicas em sala de aula para atividades de comunicação, interação social e locomoção”, lamentou.

O tema escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) no Dia Mundial do Autismo de 2019 é “Tecnologias assistivas, participação ativa”. Para Maria Rosas, a era digital apresenta excelentes oportunidades de inclusão desses profissionais. “Muitas pessoas com autismo estão sendo contratadas para trabalhar em empresas de programação e startups. Precisamos investir na educação das crianças e incentivar a participação dos jovens nas áreas em que dominam bem as novas tecnologias”.

Portador da doença, Bernardo Mendina (18) discursou sobre a importância do diagnóstico precoce. “Fui diagnosticado com um ano e 11 meses. Quanto mais jovem, mais fácil efetuar mudanças de forma a reverter os sintomas incapacitantes do autismo”. Além disso, Bernardo atribui sua superação ao apoio dos pais e aos tratamentos diários realizados. Ele foi recentemente aprovado no vestibular de Licenciatura de Ciências Biológicas na Universidade de Brasília (UnB) e é diretor da Movimento Orgulho Autista Brasil (MOAB).

A mãe de Bernardo, Luciana Mendina, relembra as dificuldades que viveu há 16 anos, quando o filho foi diagnosticado. “Na época que descobrimos que Bernardo era autista, tudo que víamos na internet era pessimista. De lá para cá, muita coisa já melhorou”, disse. Para ela, apesar de atualmente existirem muito mais opções de tratamento, disponibilidade de informações e uma melhor aceitação por parte das famílias e da sociedade, é preciso ampliar o diagnóstico precoce e diminuir o preconceito.

Por fim, Maria Rosas enfatizou a importância do afeto e do apoio familiar. “Como professora especialista em alfabetização desde 1984 posso afirmar que o afeto e o apoio às famílias dos autistas são tão importantes quanto as ferramentas tecnológicas para o desenvolvimento”, acrescentou.

Texto: Fernanda Cunha e Mônica Donato / Ascom – Liderança do PRB
Foto: Douglas Gomes

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