CARLINDA-78

A curiosidade do ser humano sempre foi de grande relevância, principalmente com velocidade e em busca de notícias rápidas, sem precisar passar dias e dias esperando uma resposta.

O rádio foi e permanece sendo a comunicação de massa aonde no mais longínquo lugar sua frequência chega.

Lembro-me na minha infância quando chegou a televisão (amigo da rádio, mas com imagem) e meu pai sentado, com seu rádio de pilha, buscando amplitudes moduladas em busca do novo.

O ser humano é insaciável. E cada vez mais cresce e desenvolve troca de informações e conhecimentos expressivos.

Em 1960, de forma tímida, nas universidades americanas, a internet começou. Aqui no Brasil, chegou de maneira simples com uma infraestrutura básica com as telefônicas.

Mas a vontade era alcançar mais velocidade e hoje até em um lugar livre já se alcança Wi-Fi. As políticas públicas ajudam na comunicação.

O prefeito de São Paulo Bruno Covas, quer ampliar para mais praças, e em muitos lugares públicos já existe.

Embora o Brasil ainda não tenha alcançado sua distribuição em grande potencial no que se refere ao crescimento da banda larga, propostas vêm sendo feitas para assim não deixar a desejar com seus usuários.

Com todo avanço com toda melhoria e facilidade, o que entristece nas redes sociais é que se tornou um lugar inseguro, pela deselegância de uma minoria que faz delas mecanismos baratos para prejudicar o próximo.

A inclusão de milhares e milhares de brasileiros fica a desejar quando as estatísticas negativas atingem uma família, um colega de trabalho, com notícias prejudiciais e exposições desnecessárias, pois sem dúvida, esse meio de comunicação rico, teria que ter mais aproveitamento quando o indivíduo se permite acesso à informação global, conhecimento de novas culturas, atualização na política, busca de lazer, e relacionamento social para o bem e para abrir portas profissionais.

Mas esse não tem sido o caminho amistoso, pois muitos têm usado esse meio para difamação, intrigas, fofocas que destroem relacionamentos e causam constrangimento às vítimas.

Caso mais recente investigado do jogador Neymar com a modelo Najila, exposição pessoal desnecessária, quando ninguém tem nada a ver com o ocorrido intimamente.

Também de atentados, violência contra a mulher, incentivo contra o racismo, intolerância de diversas maneiras, que nada acrescentam quanto ao nosso crescimento como ser humano.

Sem falar da deselegância quando estamos a uma mesa almoçando e ninguém conversa com ninguém, também do uso de celulares em momentos inapropriados como reuniões, encontros sociais e em relacionamentos, pois já vi familiares e casal dentro da mesma casa pedir algo por mensagem.

Vejo as pessoas mais isoladas, subjugando a principal comunicação que é olhar nos olhos, apreciar o sorriso e, de fato, demonstrar com o que de real Deus nos abençoou, que é a palavra, comunicação verbal.

Vamos deixar o supérfluo, o descartável usado como objeto, vamos nos conscientizar que não somos máquinas, mas precisamos nos equilibrar para não nos tornamos insensíveis.

Hoje o mundo virtual já faz parte do mundo real das nossas vidas, tenhamos consciência para não perder a essência e características próprias de sermos pessoas; cheios de amor e respeito. Os sentidos que nos fazem sentir especiais.

Temos que estar confortáveis e não presos atrás de grades com o que se publica na internet.

Buscar palavras que nos ensinem a crescer e não usar do espaço tecnológico como meio de descrédito e falta de senso, se apropriando da vida do outro como se fosse nossa.

Redes sociais são mais espaços que a inteligência do homem desenvolve como instrumento para assim construir, com verdade, o que o mundo nos oferece como meio de sobrevivência, e não de maldade dos que se encontram vazios e amargos.

Sejamos aliados e não inimigos de nós mesmos, saber entrar e usar uma rede social é tão essencial hoje, quanto abrir e fechar a porta de casa, pois reconhecer valores é motivo de respeito e confiança com o próximo.

*Carlinda Tinôco é vice-coordenadora do PRB Mulher em São Paulo;

durante sete anos atuou como coordenadora nacional do RAABE;

projeto criado para valorizar e dar assistência às mulheres vítimas de

violência doméstica e abuso; é escritora com três livros publicados;

esposa, mãe e dedicada às causas sociais

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