A desigualdade de salário entre homens e mulheres

Neste Dia do Trabalhador chamo a atenção para a atuação e a valorização das mulheres no mercado de trabalho. Ao observamos nas últimas décadas do século XX, presenciamos um dos fatos mais marcantes na sociedade brasileira: a inserção, cada vez mais crescente, da mulher no campo do trabalho, acontecimento explicado pela combinação de fatores econômicos, culturais e sociais.

Mesmo com o aumento da presença feminina no mercado de trabalho, nos deparamos com as recorrentes dificuldades encontradas pelas trabalhadoras, como o acesso a cargos de chefia e de equiparação salarial com homens.

De acordo com estudo realizado pelo site de empregos Catho em 2018 com quase oito mil profissionais, as mulheres ganham menos que os colegas do sexo oposto em todos os cargos, e a diferença salarial chega a quase 53%. E mais, segundo o estudo de Estatísticas de Gênero do IBGE, as mulheres trabalham, em média, três horas por semana a mais do que eles, combinando com os afazeres domésticos.

Na Alemanha e Reino Unido, entraram em vigor leis que obrigam as grandes companhias a divulgar as diferenças salariais entre homens e mulheres, algo como portal da transparência. O objetivo é manter a clareza para igualdade de salários. Assim, elas poderiam revindicar e as empresas têm que justificar o motivo da diferença de salário em um cargo no qual os dois exercem a mesma função. Será que daria certo no Brasil? Vale a pena o debate!

É fundamental que as medidas de incentivo venham acompanhadas de uma mudança cultural nas famílias, nas escolas e nas empresas públicas ou privadas para mudar essa realidade. É para ontem essa discussão.

*Rosangela Gomes é deputada federal pelo

PRB Rio de Janeiro e coordenadora nacional do PRB Mulher

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